quinta-feira, junho 30, 2011

Caminho da Fé - Jornada MTB Exterior & Interior


Alex Magrelo publicou as fotos do seu Caminho da Fé, verdadeira jornada #vadebike exterior & interior. Com autorização publico um bate-papo que a gente fez há um tempinho; editado tipo entrevista.

Várias dicas quentíssimas nas entrelinhas. Leia com atenção:) Se você tá com pressa, vai direto ver as fotos.

eu: Oi Magrelo! Tá inteiro em um pedaço? Conta aí como foi sua Trip!

Alex: cheguei no dia 22... sábado já fiz um rolezinho de 40km... e ontem fui fazer um role pra Jambeiro.. quando fui ver rodei 93km...

Cara... to cansado viu... a viagem foi em 9 dias, 510km... os melhores 9dias e 510km da minha vida

eu: mexeu com vc?

Alex: demais cara, demais mesmo

eu: existe uma discussão recorrente entre montanhistas se a pessoa volta um homem melhor da montanha...

Alex: cara.. tem gente que vai pra fazer na correria, bater recorde de dias na próxima vez que eu for, vou gastar mais tempo ainda... fiz em 9 dias muito bom viu...

eu: sempre achei que o ideal é em torno de 50k por dia aí dá tempo de recuperar e tal... ainda mais na montanha né?

Alex: tem trechos que se anda 70 em um dia.. outros 40, outros 30. O cansaço acumula.. teve dia que parei era 2 da tarde de tão cansado que tava.

De Luminosa até Campos eu só fiz 44km pq dei uma esticada até a pedra do Baú, o que aumentou em 10km o trajeto

eu: esse foi o trecho q matou o André Bicicreteiro & os 2 q estavam com ele. A bike do andré tinha acho que o dobro de peso da sua. Última pergunta: vi várias placas de pousada de romeiro, vc chegou a acampar?

Alex: cara.. não acampei não. Só dormi em pousadas. A bike ficou muito pesada.. mas me ajudou.. pq deu pra ir devagar nas subidas, e devagar nas descidas tb.. pude apreciar muiiiiiiito mais assim

Só fui empurrar mesmo em Luminosa.. o resto subi tudo pedalando.. com algumas paradas é claro..

Não tive problema algum, como dor nas costas, perna, ou assadura... Só o cansaço muscular mesmo. Foi tudo perfeito cara

eu: Beleza! Planejamento & Treino é tudo, :)

Alex: aliás.. vou passar a limpo e publicar no meu blog o diário de bordo... Fui escrevendo a noite nas pousadas. Cara.. vai ter muiiito assunto.. rs Fora os vídeos, gravei tudo!

eu: solta aos poucos...

quinta-feira, junho 16, 2011

A Galera das Baiks #vadebike Rural in The 80s


Tem uns caras que são Capim com Poeira Heméritos. Honoris Causa. Um deles é um meu ex-colega de República no mestrado & grande amigo Márcio, natural de Sanja.

Enquanto eu enganava que nadava e ia de bicicleta na Padoca, o cabra de vez em quando chegava e dizia naturalmente: "Fiz um rolê de bike." Distâncias que na época eu achava épicas!

Marcinho, outro dia, estava me mostrando fotos do pessoal da sua faculdade de Agronomia em Jaboticabal. Comentando: "Lá que eu pedalava!" Mostrou essa foto; ele o da calça arlequim. Ele conta o esquema mix de vadebike e estradão MTB:

" Imagine uma faculdade rural para a qual não há transporte. Ia de carro, de carona ou... de bike!

Em casa sempre havia 1,2 bikes per capita. Era lindo de ver tantas rodas, tantos aros, no mínimo 5, 6; chegando a mais de dezena quando os colegas pintavam prum porre coletivo.

Engraçado é que a legenda da foto no site de Jabuca é: "A galera das baiks" (s.i.c.) Chegávamos na facú igual cardume, ou enxame, bikes & dogs. Havia 0,6 dogs per capita também.

Até aquele ponto o caminho era comum, um bando de rodas, e dali cada um dispersava pro seu departamento.

Às vezes um ia quebrado,mas ia assim mesmo, só levando empurrão dos que estavam bem. Um revezamento heróico até em casa!"

terça-feira, junho 14, 2011

Anthills Houston MTB



Dando sequência à matéria do nosso Enviado Especial à terra do Tio Sam, dois filminhos dum pessoal de lá. Roger conta:

"estes "anthills" nos filminhos ficam dentro do parque onde andamos. Ainda vou ter que quebrar várias bikes pra pegar o breve de brincar ali...

Bricadeira, ja entramos ali algumas vezes sem querer, fica numa espécie de canto dentro das trilhas. Mais frequente ver uns garotos de BMX barbarizando nos caroços, mas no video da pra ver que tem uns malucos de MTB tambem.

Vi o vídeo do cara inteiro & ele deve ter feito umas 200 vezes até não cair..."

Agora entendi o quê que os caras fizeram poraqui. Uns pulinhos desses, tipo formigueiro. Só que normalmente passo aí subindo. Vou tentar descer qualquer dia. Parece uma boa forma de tomar um tombo!



p.s. Super Ronnie, neohoustoniam & desbravador das terras gringas, acrescenta sobre os perigos da trilha: Jacaré!

"Ontem dei um pedal tranquilo ali no bayou, no "quintal de casa", comecando em Katy e fui até a entrada do George Bush Park, pra conhecer o trajeto e ver se tem como pedalar por lá, pois sempre pegamos o bayou já no GB.

No meio do pedal, tem uns laguinhos associados... até com placas "dont feed the alligators".

Quando passei ainda claro, só vi tartarugas. Muitas! Chegaram a juntar 7 num dos spots que paramos.

Na volta, com a lanterna, resolvi passar nestes spots de novo para ver se via algum bichinho maior, e nao é que tinha?!

O alligator da foto deveria ter um metro e meio. Tiramos a foto com o celular, baixa qualidade, mas dá pra ver o bicho."

segunda-feira, junho 13, 2011

Hanna Montana MTB

Leandro & Hanna, um caso de S2! Ele conta:


"tal pai tal a filha...hehehe....ela ainda vai zerar essa Rampa da Torre!!!

Olha o detalhe da sombra."

Muito bem! Outro detalhe é o equipamento de inverno apropriado para o frio.

quarta-feira, junho 08, 2011

Várzea Mortífera & MTB XC 29r


Quem manda notícias de Houston no Texas é o Roger. Capim com Poeira honorário, já singrou várias vezes as trilhas de Sanja. Agora conta como pulou de um degrau meio alto e fudeu com a bike MTB XC Hardtail nova.

O título "Várzea Mortífera" é dele. Pra mim isso aí nem é várzea. Apesar de ser no plano, as trilhas MTB gringas normalmente exploram o terreno. Sobem e descem pelo lado dos vales. Mas vamos deixar ele contar o causo:

"Uma rápida dos acontecimentos MTB aqui em Houston & Um Alerta: a Várzea pode ser perigosa...

Aqui pedalamos num parque dentro da cidade. Aqui fotos das trilhas. A coisa legal deste parque e do que liga com ele - George Bush, pai - é que voce vê um bocado de animais: coelhos, esquilos e gambás (shape gringo, rabo listrado) a dar com pau.

Também aparecem, mas com menos frequência, os veados do rabo branco e o porco selvagem daqui, o hog.

A parte boa das trilhas MTB é que sao single tracks cheios de raízes acompanhando um riozinho, bayou, que corta a cidade de Oeste para Leste. Nada mais que uns barranquinhos. A ascenção acumulada depois de 30 Km (ida e volta na tripa) não passa de uma centena de metros.

Eu e meu amigo Ronnie começamos a ficar abusados nos single tracks com uma porção de degraus formados pelo terreno e raízes. Há umas poucas semanas ele deu fim na roda trazeira da bike dele, numa das ladeirinhas. Passa mais um pouco de tempo foi a minha vez de arrasar a roda dianteira da minha bike.

Acidente dos mais inusitados, pois o normal seria quebrar a roda traseira, depois de uma má recepcao no fundo do degrau. O degrau aparece no fundo da foto. Deve ter um pouco mais de 1 m contando os 2 steps.

Neste dia eu estava pedalando malíssimo. Já tinha tomado várias vacas, quase todas comecando com um "nose wheelie" e acho que foi isso na verdade que fez o meu aro separar na juncao. O degrau so botou a cereja no bolo. Eu estava com o corpo todo atras o selim na descida e ja tinha de fato passado o 2o degrau, mas a roda da frente deve ter prendido em algum ressalto e "pein"!

Juntando todos os tombaços daquele dia, minha própria carcaça nao ficou muito melhor do que a bike. A lição é que nossa Engenharia e muito superior à das bikes. Muito mais fácil ela ficar fora de combate do que você mesmo. Esta premissa vale pra quem tem alguma coisa pra reportar entre as pernas, e nao estou falando do selim...

Uma coisa interessante é que com o esquema gringo de fazer um seguro na bike, a coisa não doeu no bolso. Quando a comprei - por cerca de US$ 2000, paguei uns US$200 para cobri-la por 2 anos de maus tratos. Só esta roda sairia uns 400 segundo o cara da loja. Ainda ia ter que desembolsar uma grana bonita de mão-de-obra pra remontar o disco, etc.

Provavelmente a estatística de "jack asses" no meio da turma mais comportada é mínima, dai o prêmio tão camarada...

Ah, ela é uma uma Scot Scale 30, aro 26", quadro de carbono. Mais ou menos o que era a bike anterior ( uma Trek ZX7000 com upgrades) com as atualizacoes normais de uma coisa 10 anos mais nova: freio a disco, suspa com regulagens e bloqueio, etc.

Apesar da onda da 29" forte aqui eu preferi continuar naquilo que (achava que) sabia fazer. Um camarada duma loja com quem conversei, tinha a mesma tendência & criticou um pouco o Centro de Gravidade mais alto da 29r .

Olhei algumas das tuas matérias recentes falando de equipamentos. Aqui a 29" esta vendendo que nem pão-quente. Prá ter uma idéia, na loja em que levo a bike, parte de uma enorme cadeia, quase não tinha mais rodas 26".

Meu amigo comprou um 29r e dei um rolezinho. Prá este terreno meio plano, mas com raízes, ela desempenha bem. Mais ou menos e como comparar um scooter com uma moto. Porém não tem a agilidade da 26" nas mudancas bruscas de direção.

Já a relação 2 x 10 não é tão fácil de ver nas lojas, ou nas trilhas. Talvez ainda esteja mais na mão dos caras que levam a sério, fazem provas, etc.

Voltando ao assunto Tombo. Nunca mais vou fazer isto de novo com a bichinha. Deu uma pena do cacete, e fiquei (ainda estou) vários dias sem pedalar.

Atenuantes da babaquice: na primeira vez em que vi o degrau falei pro meu amigo que aquilo ali podia quebrar feio uma bike hard tail. Na hora pensei só no quadro mesmo. Depois desci ali um par de vezes, sempre usando a mesma técnica. Banco baixo & corpo atrás do selim. A penúltima vez antes de ferrar com ela tinha sido 1 minuto antes, e tinha tomado um chãozão por cima do guidon..."